AMIG alerta Romeu Zema sobre o risco do colapso das cidades mineradoras e estado com a interrupção das operações pela Vale

Sexta-feira, 8 de Março de 2019
Fonte: AMIG
Crédito da Foto: AMIG

As cidades que possuem atividades minerárias ativas e o estado de Minas Gerais correm risco de colapso com a interrupção das operações; Prefeitos de cidades mineradoras pedem que o governo lidere o diálogo institucional de defesa da atividade mineradora no estado; Para a Vale, prefeitos pedem uma relação mais ética e transparente com os municípios; Mineradora diz que não tem a intenção de deixar o estado e mantém investimentos

A diretoria da Associação de Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG) e os prefeitos das cidades de Nova Lima, Congonhas, Brumadinho, Itabirito, São Gonçalo do Rio Abaixo e Sarzedo estiveram reunidos com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, na última quinta-feira (28/2), com o objetivo principal de deliberarem sobre a importância da atividade minerária nos municípios que possuem barragens da mineradora Vale S.A, cuja paralisação afetará fortemente a economia de Minas Gerais. As operações nos municípios correm o risco de serem suspensas em virtude do descomissionamento das barragens em diversas regiões do estado. Os prefeitos pediram a intervenção do governador junto à mineradora para que não se confirmem as informações extraoficiais sobre a paralisação das atividades.

A AMIG solicitou ao governador que o estado lidere, juntamente com a Associação, um movimento de diálogo institucional em defesa da atividade e de toda a cadeia produtiva da mineração, protegendo empregos e a economia do estado, inclusive da capital. Este movimento de defesa deve envolver a participação do Ministério Público, do Judiciário, do Legislativo, de órgãos ambientais, do Governo Federal, com o objetivo de garantir a segurança absoluta da atividade no estado. O presidente da AMIG e prefeito de Nova Lima, Vitor Penido de Barros, ressalta que se não forem adotadas iniciativas para manter a cadeia produtiva, diversas pessoas serão impactadas com a paralisação da Vale. “As cidades que possuem atividades minerárias ativas, correm risco de colapso com a interrupção das operações, especialmente, Nova Lima, Brumadinho, Ouro Preto, Congonhas e São Gonçalo do Rio Abaixo”, destaca o presidente da AMIG.  De acordo com o consultor de Relações Institucionais da AMIG, Waldir Salvador, a Associação alertou o governador que os reflexos econômicos não se restringem à Vale, mas também a outras mineradoras e fornecedoras de insumos, inclusive com as restrições em relação ao licenciamento ambiental.

Muitas cidades já estão tendo prejuízos, sendo que algumas, inclusive, não têm ligação direta com as barragens da Vale, como é o caso de Sarzedo. “A tragédia de Brumadinho não é o espelho de tudo o que acontece no estado e não podemos, por causa do acidente criminalizar a atividade. O segmento de mineração é importante e tem que ser próspero para gerar divisas, como empregos e renda. O que não podemos mais admitir é que aconteçam tragédias como as de Mariana e Brumadinho. Mas atividade mineradora deve continuar pujante para que o estado não perca a sua competitividade e representatividade econômica, o que é difícil de recuperar a curto prazo, até para diversificar sua matriz econômica que ainda é muito concentrada na mineração, siderurgia etc”, defende o consultor da AMIG.

A AMIG solicitou ao governador a reedição do Conselho Estadual de Geologia e Mineração, que funcionaria novamente como um órgão de assessoramento ao estado nos assuntos relativos à mineração de forma a acompanhar, diligenciar e fomentar a atividade em Minas Gerais. Zema disse que irá analisar a proposta e mobilizar o governo para a criação de uma estratégia específica para cuidar desse assunto, sem afirmar se será formatado como um conselho ou uma secretaria extraordinária.


Sem intenção de deixar o estado

No mesmo dia, na parte da tarde, a diretoria da AMIG e os prefeitos reuniram-se com o diretor executivo, Luiz Eduardo Osório, e o diretor de sustentabilidade Regional da Vale, Sergio Leite, para pedir explicações sobre a declaração de que mineradora irá paralisar as atividades em algumas minas de minério de ferro no estado. Os representantes da Vale disseram que a mineradora não tem a intenção de deixar Minas Gerais e que vai continuar investindo no estado. A AMIG pediu ainda que as barragens sejam transformadas em fontes de negócios para a geração de emprego e renda para os municípios.

Waldir Salvador disse que o encontro foi um momento de cobrar da Vale uma nova forma de se relacionar com os municípios, muito mais clara, ética, permanente, com o compartilhamento de informações em relação aos reais impactos da atividade nos municípios, visto que os prefeitos são cobrados pelas suas comunidades. “Os municípios querem da Vale um tratamento de igualdade, recebendo todas as informações necessárias sobre cada atividade desenvolvida. É preciso se inaugurar uma nova forma de se minerar no país, principalmente nas cidades, porque é nelas que as coisas acontecem. Queremos isso de forma técnica, institucional e aberta e para continuar defendendo o segmento pela importância que ele tem, precisamos de informação, principalmente em relação a essa possível diminuição temporária da produção no estado, do desmonte e do descomissionamento dessas barragens”, enfatiza Waldir. O consultor da AMIG acrescentou ainda que foi enfatizado para os representantes da mineradora, a importância do aproveitamento econômico das barragens, já que essas estruturas guardam uma grande quantidade de fino de minério de ferro de alto teor e que pode trazer retorno para as cidades e para o estado, gerando, inclusive, novos empregos.

Os prefeitos apresentaram grande preocupação com o possível desemprego de funcionários diretos da Vale, bem como dos terceirizados que prestam serviço à empresa. De acordo com a AMIG, o impacto na empregabilidade englobará 65 mil postos de trabalho, diretos e indiretos. Uma nova reunião foi agendada para a primeira quinzena de março entre a mineradora, a diretoria da AMIG e prefeitos, para conhecer em detalhes as condições de todas as barragens e o que vai acontecer de fato com a diminuição da produção no estado e uma possível negociação de uma transição para esse período.


Sobre Afrânio Freire

Editor e Presidente do Conselho Editorial do Portal Caro Gestor

Analista de Sistemas autodidata de empresas de grande porte como Polialdem, CPC (Polo Petroquímico), Petrobrás, Prefeitura de Jequié entre outras;

Foi sócio da Data Packet Informática e 3A Informática; 

Criador e Diretor do Jornal Folia & Ação, em Salvador. de 1994 a 2001.

Participou da criação do Caderno Municípios do Diário Oficial do Estado da Bahia;

Assessor de Marketing no período de 2000 a 2002 da UPB - União dos Municípios da Bahia;

Consultor de Marketing da Prefeitura de Eunápolis (2000 a 2001), Itagibá (2000 a 2004) e Boa Nova (2000 a 2004).

Sócio da Agência Fácil Publicidade;

Consultor de Marketing da União de Vereadores do Brasil (2005-2013)

Vice-presidente do IMAP - Instituto Municipal de Administração Pública - de 2002 até os dias atuais. Implantou ações que resultaram no aumento de 10 para 600 clientes atendidos em 5 anos;

Criador e Presidente do Conselho Editorial da Revista e Portal Caro Gestor;

Em 2007 recebeu Moção de Reconhecimento da Câmara de Vereadores de Salvador, através do Vereador Emmerson José e em 2013 foi homenageado pelos relevantes serviços prestados ao poder legislativo, pela Assembléia Legislativa da Bahia e União dos Vereadores do Brasil.

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