Jornalista lançará primeira biografia de Santa Dulce ainda em 2019

Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
Fonte: Cidade da Bahia
Crédito da Foto: Roque Cerqueira

Ainda em meio à notícia da canonização de Irmã Dulce no dia 13 de outubro, que dará a ela a denominação católica de Santa Dulce dos Pobres, o jornalista e escritor Valber Carvalho confirmou nesta quinta feira, 4 de Julho, em artigo publicado no site da ABI - Associação Baiana de Imprensa, o lançamento no segundo semestre de 2019 da primeira biografia desta importante personagem. Resultado de um projeto iniciado há seis anos, em 2013, o livro fazia parte inicialmente de um projeto editorial para a Assembleia Legislativa da Bahia, mas se tornou grande demais para o prazo inicialmente estabelecido.

“Eram intermináveis histórias e estórias que se consorciavam e se soprepunham, ou pareciam sobrepor-se, muitas vezes de maneira ilusória. Para entender tudo isso, uma pesquisa caprichada, longa e exaustiva se delineava à vista. Foi então que procurei o jornalista Paulo Bina, chefe da Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa, para me desincumbir de qualquer compromisso com aquela entidade, por entender que o tempo para a execução da pesquisa era impossível de ser mensurado, e por isso somente o próprio fazer é quem seria o responsável por determinar o tempo de consecução”, explica Valber Carvalho.

Segundo o autor, uma das prioridades foi realizar as entrevistas com aqueles que haviam convivido com Irmã Dulce nos primeiros anos do seu trabalho social. “Era uma questão aguda de tempo conseguir material inédito, antes que a perda definitiva das memórias preciosas daqueles homens e mulheres, apagasse os últimos registros dos períodos mais desafiadores e menos documentados da trajetória de Irmã Dulce”, conta, acrescentando que somente depois desta etapa é que procurou documentos e registros dos jornais.

Carvalho conta que no primeiro ano de trabalho ele realizou 17 longas entrevistas. No segundo ano, eram 120 e no terceiro 250. Ao fim de seis anos, eram contabilizados cerca de 500 entrevistados, além de milhares de documentos escritos e catalogados. A obra agora, com a “fundação segura e forte”, entra na parte de edificação, para se tornar “habitável para os olhos dos leitores”.

Embora empenhado em concluir o livro ainda em 2019, Valber prefere dividir o mérito do trabalho: “A nossa personagem é tão grande e tão incrivelmente humana, que o livro é dela, de Irmã Dulce. E até lá (no lançamento), se Deus quiser!”

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