Quatro municípios baianos comemoram suas emancipações

 Nesta terça-feira, dia 26 de junho, quatro municípios baianos comemoram suas emancipações políticas. São as cidades de Santa Maria da Vitória que completa seus 103 anos, Poções com 112 anos, Catu com 144 anos e Castro Alves que comemora seus 132 anos. Santa Maria da Vitória é cidade mãe-irmã de São Félix do Coribe, ligada por uma ponte sobre o Rio Corrente que é um dos principais afluentes da margem esquerda do Rio São Francisco. Possui em suas margens enormes pedreiras com até 15 metros de altura. Atrai turistas do Centro-Oeste, principalmente nas suas festas: Carnaval e festa junina.

Outra aniversariante é a cidade de Poções que completa seus 112 anos de autonomia política. A vocação econômica do município sempre esteve calcada na agricultura e na agropecuária, inicialmente com a produção de leite na zona da mata. Hoje, os moradores se mantêm da cafeicultura e da produção de hortigranjeiros. Para homenagear a proteção de seu divino padroeiro (Divino Espírito Santo é representado pela própria pomba branca, onde de acordo com a história da cidade, se deu em razão dos primeiros desbravadores da localidade encontrarem muitos pombos na região). A festa de fé (Festa do Divino) e alegria atrai milhares de pessoas dos mais diversos lugares da Bahia. Os cavaleiros são a marca do festejo de Poções: mais de 3.000, conduzindo a Bandeira do Divino, símbolo de fé e esperança. Há mais de 130 anos, os responsáveis pela festa saíam a cavalo em peregrinação, levando a bandeira, daí a tradição mantida até os dias atuais.
 
Também no mesmo dia Catu comemora seus 144 anos. Catu, situado na Região Metropolitana de Salvador, é um município próspero, com setor petrolífero definido e comercial igualmente desenvolvido. É conhecido por sua topografia irregular e fica localizada na BR-110 entre Salvador e Alagoinhas. Quando os portugueses aportaram na Bahia, viviam no território onde hoje esta situada a cidade, os valente índios Patachós e Tupiniquins, que mais tarde imigraram para os sertões, fugindo da penetração dos colonos portugueses. O município de Santana do Catu surgiu em 26 de junho de 1868, em 23 de junho de 1931 teve o nome simplificado para Catu. A vila foi elevada à categoria de cidade em 30 de março de 1938, e desde o mesmo ano do decreto estadual que Catu é formada pela sede e pelos distritos de Bela Flor (ex-São Miguel) e Sítio Novo. Mas, desde sua criação, a cidade tem passado por importantes avanços que tem impulsionando Catu para um futuro melhor.
 
Para encerrar as comemorações do dia temos a cidade de Castro Alves que completa seus 132 anos de autonomia. A história do município começa no século XVIII, quando a então sesmaria de Aporá foi desmembrada em duas. Da Fazenda Curralinho deu origem ao local onde hoje está situada a sede de Castro Alves. Devido à sua posição como parada obrigatória de tropeiros que viajavam do Recôncavo para a região de Rio de Contas e para as Minas Gerais, a área acabou conquistando rápido progresso. Em 1880, tendo a denominação de Vila de Curralinho, o município foi criado com território desmembrado de Cachoeira. A sede foi elevada à categoria de cidade em 1893. A cidade recebeu o nome de Castro Alves em 1900, em homenagem ao Poeta dos Escravos, nascido na então Fazenda Curralinho. Entre seus patrimônios naturais, destaque para Bica do Padre, um sistema fornecedor de água potável, utilizado para abastecer parte da população. Serra da Jiboia é ponto mais alto do Vale do Jiquiriçá, com 786 m de altitude, que possui rampa natural utilizada para decolagem de voo livre (asa delta e parapente).

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