Oito municípios baianos comemoram emancipação

 Nesta sexta-feira, dia 27 de julho, oito municípios baianos comemoram suas emancipações políticas. São as cidades de Marcionílio Souza (50 anos), Salinas da Margarida (50 anos), Ubaitaba (79 anos), Rio do Antônio (39 anos), Candiba (39 anos), Firmino Alves (50 anos), Catolândia (50 anos) e Jussara (50 anos). Marcionílio Souza conta com um distrito e cinco povoados. A força da localidade está na pecuária, bovino de corte e a grande produção de caprino e ovino. Na área agrícola, explora a mamona, mandioca, algodão, abóbora e tem alta potencialidades nas áreas de fruticultura irrigada com a pinha, mamão, banana e goiaba.

Outra aniversariante, Salinas da Margarida, Terra do Sal, está situada no Recôncavo Sul do Estado. Criado em 1962 a partir do desmembramento de territórios da ilha de Itaparica e parte de Maragojipe, recebeu este nome devido a extração de sal nas terras pertencentes a uma senhora de prenome Margarida. A Companhia Salinas da Margarida, que já foi a décima maior empresa do Brasil na virada dos séculos XIX e XX, trouxe muita prosperidade a Salinas da Margarida, no entanto, em meados de 1960, com a queda do sal, a cidade começou a trilhar outros caminhos. Salinas encontra-se próxima à face oeste da Ilha de Itaparica, um local onde deságuam muitos rios.
 
Ubaitaba comemora seus 79 anos. A região era, primitivamente, habitada pelos índios tupiniquins. Ubaitaba formou-se a margem esquerda do rio das Contas, numa planície entre as colinas e o rio. Sua origem relaciona-se a criação do Arraial de Faisqueira (1783), então área destinada a extração de madeira, a cultura da cana de açúcar, dos cereais e do cacau. Com o tempo, surgiram estradas para conduzir os trabalhadores as roças e escoar os produtos das lavouras para o Arraial de Faisqueira. Já em 1931 o arraial de Itapira foi elevado à categoria de vila. O decreto lei n.141 de 31 de dezembro de 1943 alterou o termo Itapira para Ubaitaba (que significa porto das canoas).
 
Também no mesmo dia, Rio do Antônio festeja sua autonomia. Rio do Antônio surgiu com seus primeiros habitantes no ano de 1874, numa fazenda onde havia uma capela em louvor a Nossa Senhora do Livramento, que atualmente é a padroeira do município. Formou-se um povoado em volta da fazenda onde passava um rio, aí denominou-se o Povoado de Rio do Antônio. Mais tarde passou-se a Vila de Rio do Antônio que pertenceu ao município vizinho de Caculé. E só concretizada a sua emancipação política e oficializada em 27 de julho de 1962, publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia em 1 de agosto do mesmo ano, na lei vigente n° 1759. O município de Rio do Antônio, localiza-se na Zona fisiográfica da Serra Geral, na Região Sudoeste da Bahia, na micro-região homogênea de Brumado.
 
Outro aniversariante, Candiba comemora sua emancipação. Sua origem deu-se num quilombo denominado Mocambo, onde escravos fugitivos das fazendas da região como a Santa Rosa, dos Rodrigues Lima, Mulungu e Canabrava se estabeleceram no local. Um padre português fixou-se no Mocambo, em 1834, onde construiu sua casa e uma igreja, fazendo ali a catequese do arraial. Seu território pertencia, originalmente, à Vila Nova do Príncipe e Santana de Caetité, depois a Palmas de Monte Alto e, em 1920, com a emancipação de Guanambi, tornou-se distrito deste, já com o nome de Candiba. Em 27 de outubro de 1962 emancipou-se de Guanambi. Os anos fartos de produções agrícolas, notadamente algodão, milho, mandioca, mamona e criação de rebanhos bovinos, equinos e muares, muito colaboraram para colocar Guanambi em evidência econômica. E assim foi até 1962, quando emancipou-se politicamente de Guanambi, já com a denominação de Candiba.
 
Firmino Alves que completa seu cinquentenário, teve seu nome em homenagem ao líder político , importante personagem na região cacaueira no final do século XIX. A história de Firmino Alves, está ligada diretamente à de Itabuna, já que seu território original pertencia aquele município, mais precisamente ao distrito de Itapuí, hoje Itororó. Alves foi um dos fundadores de Itabuna. A economia da cidade de Firmino Alves se fundamenta na atividade da pecuária, como a Fazenda Laura, sendo que atualmente com a implantação de uma unidade da industria de sapatos, criou-se cerca de quinhentos empregos diretos. Na época de festas (dedicadas ao padroeiro, emancipação da localidade ou festejos juninos) a população, unida, participa ativamente de todos os momentos, recebendo bem os visitantes.
 
Catolândia, situado no oeste da Bahia, é um desses municípios que mantêm hábitos antigos, como o carro de boi com rodas que cantam; cadeiras na calçada postas pelos vizinhos que apreciam um bom “dedo de prosa”, entre outras coisas que só uma cidade tipicamente “brejeira” possui. Catolândia, já fora chamada no passado de Catão, uma homenagem ao seu primeiro morador e fundador, Agostinho José de Lima Catão. A economia está baseada na agricultura, seguida da pecuária de corte. A população catolandense preserva tradições festivas religiosas como a Festa do Divino Espírito Santo, a festa da padroeira e a vaquejada tradicional do povoado de Lagoa. A festa de Nossa Senhora da Penha, padroeira da cidade (05/07), é a mais comemorada. Rica em belezas naturais, a região possui a Gruta do Catão. O Sumidouro do Inferno e a Lagoa Azul também compõem o cenário perfeito para o turismo ecológico na cidade.
 
Para encerrar os aniversariantes do dia, temos o município de Jussara. A região foi primitivamente habitada pelos índios massacarás. Seu povoamento teve início no final do século XIX, por aventureiros, que ali se estabeleceram e desenvolveram a agropecuária. A fertilidade do solo atraiu novos colonos, que também ali se fixaram, formando então o povoado de Chapada. Em 1953, foi criado o distrito subordinado a Xique-Xique, e, em 1958, o município de Central, ao qual foi anexado o distrito de Chapada. O topônimo foi alterado para Jussara, em 1962, em homenagem ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, e à sua esposa Dona Sarah Kubitschek. Os nativos de Jussara são chamados jussarenses. Com o clima instável e terras férteis o município viveu por períodos de altos e baixos. O grande salto do desenvolvimento foi implementado pela Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Jussara com a implantação da fábrica de laticínios e a construção do abatedouro frigorífico.
 

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