Dez municípios baianos festejam seus 51 anos

 Nesta sexta-feira, dia 19 de julho, dez municípios baianos comemoram seus 51 anos de emancipação política. São eles: Teolândia, Riachão das Neves, Wenceslau Guimarães, Canápolis, Abaré, Itaju da Colônia, Ipecaetá, Boa Vista do Tupim, Cristópolis e Mascote. Teolândia significa terra de Deus. Teolândia é uma terra abençoada como já diz o seu nome. Seu clima é temperado, úmido a sub-úmido, com um relevo que apresenta bastantes declividades. Na agricultura destacam-se o cacau, banana, guaraná, cravo, pimenta-do-reino e maracujá, entre outros produtos. Na pecuária destacam-se os bovinos, caprinos, suínos e eqüinos.

Riachão das Neves é outra aniversariante. O território integrava a sesmaria da Casa da Ponte de Antônio Guedes de Brito. Seu povoamento iniciou-se na primeira metade do século XIX, por colonos vindos da província de Pernambuco. A fertilidade das terras atraiu novas famílias, que ali se estabeleceram, formando o arraial Riachão das Neves, elevado a vila em 1934. O município foi criado em 1962. O topônimo originou-se da existência do riacho denominado Riachão das Neves, que banha a sede municipal Em sua população, marcada predominantemente por pequenos agricultores, temos uma cultura própria e bem definida muito nas terras. A cidade de Riachão das Neves conta com a festa de Santana, muito famosa, com bandas de forró, barracas e bingo, que acontece no mês de julho.

Outra aniversariante é Wenceslau Guimarães. Primeiro surgiu o pequeno povoado Lage do Rio das Almas. Foi elevado a Distrito em 1919, recebendo a denominação de Palmeiras, com Território do Distrito de Indaiá do Município de Nilo Peçanha. Seu desenvolvimento progressista fez crescer no povo o desejo de emancipação. Wenceslau Guimarães foi Juiz de Direito, desembargador, secretário de Segurança Pública e deputado. A localidade é essencialmente agrícola, produtora de banana da terra, graviola, cacau, caju, abacaxi, jaca, pimenta do reino, guaraná, cravo da índia, coco da praia, tudo em hortifrutigranjeiro, cupuaçu, açaí. O município possui ainda pequenas indústrias como serrarias, olarias, carpintarias, artesanato em couro, corte e costura, vassouras, padarias, casas de farinha, extração de polpa de frutas, doces, iogurtes, geleias, confeitaria.

Também no mesmo dia, Canápolis comemora seus 51 anos de autonomia política. Palavra híbrida, de formação erudita, composta de cana (a cana) mais pólis (do grego cidade, região) que significa a terra da cana, alusão aos grandes canaviais da localidade. Situado no extremo oeste, foi desmembrado de Santana, com sede na localidade de Ibiagui, então elevada com o nome de Canápolis, tendo ainda na sua composição territorial uma faixa do distrito de Ponto Novo. Ibiagui foi elevado à condição de distrito pela lei n.628, de 30 de dezembro de 1953. Os índios tupiniquim habitaram a região vindos de Angical, sendo os primeiros habitantes da região. Posteriormente foram construídas várias casas dando início a formação do Povoado de Alagoinha, uma lagoa existente no local. Mais tarde esse povoado passou a Vila de Ibiagui. Por Lei de 19 de julho de 1962, foi desmembrado o distrito de Ibiagui do município de Santana, criando-se o município de Canápolis.

Abaré palavra de origem indígena e significa “homem de batina”. Expressão utilizada para nomear os padres e missionários que chegaram à região com objetivo de catequizar os habitantes do local, numa área habitada inicialmente por povos indígenas. Na primeira metade do século XIX, Abaré era apenas uma fazenda. Foi distrito do município de Curaçá até meados do século XX, quando passou a pertencer a Chorrochó. Finalmente, em 19 de julho de 1962, foi criado o município de Abaré. Situada no Nordeste, às margens do Rio São Francisco, faz divisa com Pernambuco, sendo o rio a divisão entre os dois Estados.

Outra aniversariante é Itaju da Colônia. Originou-se do fato da cidade estar situada à margem esquerda do rio Colônia, e da palavra Itaju, de origem indígena, que significa pedra brilhante. O território, integrante do município de Itabuna, era habitada primitivamente pelos índios aimorés, guerens e pataxós. Em 1939, Antônio Cordeiro de Miranda, adquiriu por compra, 20 hectares de terra da fazenda Santa Rita, situada às margens do rio Colônia, propriedade de Antônio Jerônimo, que ali construiu um barracão para compra de cera de ouricuri. A fertilidade do solo atraiu mateiros, práticos na extração do pó ceroso das palmas de ouricuzeiro, tornando-se o local, passagem obrigatória de boiadeiros, mascates e aventureiros que transitavam entre o litoral e os sertões de Vitória da Conquista. Formou-se o povoado Itaju. Com a criação de distrito, mudou-se a denominação para Itaquira, e finalmente para Itaju do Colônia.

Ipecaetá também comemora aniversário. Começou como pequeno Arraial de Patos em 1890. Em 1900, o povoado de Patos foi desenvolvendo e pertencia à Freguesia de Santo Estevão do Jacuípe da Comarca de Cachoeira. A região foi o habitat de um grupo de indígenas “ipecas”, até ser invadida por colonizadores que tomaram posse da terra e afugentaram os índios. A palavra Ipecaetá se divide e recebe o seguinte significado: Ipeca – forma abreviada de Ipecucacuonha (patos), relativo ou pertencente aos Ipecas, aldeamento de índios desta nação; Eta – árvore frutífera, espécie de Oiti, que exprime pluralidade ou excesso; aetá – pertencente aos Cetís, espécie de bananeira do mato ou espinhoso. Ipeca – do Tupi = ipê + caa (mato-árvore).

Boa Vista do Tupim que também comemora aniversário, está localizado no Piemonte Oriental da Chapada Diamantina. É banhado pelos Rios Tupim, Paraguaçu e pelo riacho Canoa dos Poços. O Rio Paraguaçu é o responsável pelo o abastecimento de agua do município, sendo um rio perene e atravessa o município com 80 km de extensão, enquanto o rio Tupim e o riacho da Canoa são temporários. O povoado teve inicio com o nome de Bela Vista do Tupim, por estar em um local de onde se desfrutava uma bela vista. Hoje é a Praça Ruy Barbosa, centro do atual município, onde se concreta a sede do poder municipal, a igreja Matriz do Sagrado Coração de Maria, órgãos públicos e estabelecimentos comerciais e residenciais. Em 19 de julho de 1962, através da lei nº 1729, Tupim passa a município com o nome de Boa Vista do Tupim.

Cristópolis que está a 787 km de Salvador também é aniversariante do dia. O povoamento do território teve início no século XIX , por aventureiros à procura de ouro e pedras preciosas. Fixando-se no local, construíram residências e instalaram fazenda de gado, atraindo novos colonos que alí se estabeleceram e formaram o povoado Buritizinho, elevado à vila, em 1953. Em 1962, criado o município, alterou-se o nome para Cristópolis, desmembrando-se do município de Angical. Nas atividades econômicas a produção agrícola concentra-se nos cultivos de abacate e alho (este último é um dos maiores produtores) . Na pecuária destacam-se os rebanhos de asininos, equinos, muares e suínos.

Para encerrar os aniversariantes do dia temos o município de Mascote. Um aglomerado urbano, às margens do rio Pardo, deu origem ao povoado, mais tarde denominado Novo Horizonte. Tornou-se distrito em 1923, porém suprimido em 1930, e anexado, em 1933 ao distrito de Boa Vista do Jacarandá, sob a jurisdição de Canavieiras. Retornou à condição de sede distrital, em 1938, com o topônimo alterado para Mascote. Município criado com território desmembrado de Canavieiras, por Lei Estadual de 19/07/1962, com a denominação de Mascote. A localidade se destacou em relação aos demais por possuir um desenvolvimento mais acentuado em termos econômicos e foi elevado em 8 de agosto 1936 à categoria de distrito. Mas foi através da Lei Estadual número 1885/61, do ano de 1963, que o distrito de Mascote ficou totalmente desvinculado de Canavieiras. Hoje, Pimenta e Novo Horizonte se constituem nos distritos e São João do Paraíso e Teixeira do Progresso, nos povoados que complementam a configuração administrativa do atual município de Mascote. 

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