Paulo Afonso recebe caravana pela erradicação do Trabalho Infantil

 A IV Caravana Estadual pela Erradicação do Trabalho Infantil percorreu as ruas da cidade de Paulo Afonso na segunda-feira (28), levando informação e mobilizando a comunidade para o combate ao trabalho na infância. Cerca de duas mil crianças e adolescente da rede pública de ensino participaram do encontro, que teve distribuição de panfletos e terminou com a realização de apresentações artísticas no Centro Cultural Lindinalva Cabral, no centro da cidade.

À tarde, autoridades municipais e estaduais se reuniram no auditório do Memorial da Chesf para um debate sobre as causas, consequências e formas de combater o trabalho entre as crianças. Na ocasião, foi firmado um termo de compromisso para que a administração municipal continue a efetivar ações destinadas a enfrentar o problema. 
 
No evento, a prefeitura de Paulo Afonso recebeu o Catavento, símbolo da luta mundial contra o trabalho infantil. Para a coordenadora da Caravana, a superintendente de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza (Sedes), Ângela Gonçalves, a mobilização, que envolve comunidade e autoridades, tem mostrado resultados e levantado na Bahia a bandeira da luta contra a exploração de crianças para o trabalho. 
 
“Temos levado muita informação e mostrado aos gestores locais a necessidade do trabalho continuo no sentido de erradicar esse problema, que ainda hoje acaba com a infância e compromete o futuro de milhares de crianças”, disse Ângela.
 
Peti
A Caravana será encerrada nesta terça-feira (29), com um seminário, onde será exposto um balanço da ação, com a participação de assistentes sociais, professores, servidores públicos e autoridades, entre eles, a secretária de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Mara Moraes.
 
As caravanas fazem parte da estratégia do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), que está presente em 265 municípios e promove um esforço coletivo para ampliar a discussão da temática e inserir as crianças em situação de trabalho no programa em todos os municípios baianos. Nas caravanas anteriores foram identificadas 16 mil crianças e adolescentes nos Território do Semiárido Nordeste II, Bacia do Rio Corrente e Bacia do Paramirim, posteriormente inseridas no Peti.

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