Combate a incêndios florestais na Chapada e oeste baiano ganha reforço

Uma ação conjunta foi montada para conter o fogo que atinge municípios no interior do estado, intensificando o combate em 35 cidades da Chapada Diamantina e 13 do oeste baiano. Além dos 58 bombeiros que participam da operação, o trabalho envolve o esforço de 536 brigadistas voluntários, dez técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e seis policiais militares da Companhia de Polícia Ambiental e do Cerrado (Cippa), além do apoio do Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Prevfogo), do Instituto Chico Mendes (ICMBio) e de moradores de cada uma das cidades. Também atuam nas regiões seis aeronaves.

Brigadistas, bombeiros e voluntários que trabalham no combate aos incêndios florestais se reuniram, na tarde desta quarta-feira (24), no município de Piatã, com o secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, para definir novas estratégias de controle do fogo. Entre elas, está a distribuição de 300 novos equipamentos de proteção individual, como roupas antichamas e bomba costal.

Segundo o comandante das operações de combate aos incêndios, tenente coronel Miguel Filho, o trabalho conjunto é indispensável. "Temos o apoio aéreo de aviões e helicópteros que jogam três mil litros de água, cada um, o que abranda o fogo e possibilita a entrada dos bombeiros por terra. Traçamos estratégias diariamente e estamos reunidos para otimizar o trabalho. Isso não seria possível sem o apoio dos brigadistas, comunidade e secretarias".

Monitoramento


As regiões da Chapada Diamantina e o oeste baiano estão sendo monitorados por meio de sobrevôos que identificam os focos de incêndio e jogam água diretamente sobre o local. A equipe de fiscalização preventiva registrou vários focos de incêndio em Piatã, Serra da Santana, Abaíra, Serra do Piaiu e na Área de Proteção Ambiental (APA) Marimbus-Iraquara, além de Lençóis, Mucugê, Palmeiras e Andaraí. Já no oeste da Bahia, os focos de incêndio começaram a surgir em Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Santa Maria da Vitória e São Desidério.

De acordo com Spengler, a região sofre com uma seca e tem grande concentração de matéria orgânica, o que favorece a proliferação de incêndios. “Tudo isso, associado a um vento constante em regiões montanhosas e de difícil acesso, dificulta a ação de combate, mas os esforços estão sendo feitos”.

Segundo Spengler, das seis aeronaves, quatro foram contratadas por meio do programa Bahia sem Fogo. “Temos também apoio da aeronave do Grupamento Aéreo da Polícia Militar [Graer] e compramos 300 kits de proteção individual para distribuir entre os brigadistas que fazem o rescaldo para eliminar qualquer foco de fogo”.

Educação ambiental e fiscalização

Além de desenvolver ações efetivas de combate aos incêndios, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), por meio da operação Bahia sem Fogo, trabalha com ações de educação ambiental e fiscalização, por meio de visitas às comunidades, e orienta os produtores rurais. A operação capacitou mais de 300 brigadistas para o trabalho de combate aos incêndios florestais em 13 municípios das regiões oeste, Chapada Diamantina e do semiárido e 12 brigadas.

“O trabalho começa cedo e não tem hora para acabar. Há dois anos e meio contribuo com a causa, inclusive em meados deste anos fizemos um curso oferecido pela Sema, relacionado a combate de incêndios florestais, o que facilita não apenas a nossa reciclagem de brigadistas mais experientes, como também capacitou novos voluntários que estão conosco nesta luta”, disse o brigadista voluntário, Francisco Valadares. O curso, com carga de 40 horas, foi concluído no último mês de julho e priorizou líderes, moradores e sindicalistas das regiões onde são registrados os maiores índices de incêndio.

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